quinta-feira, 15 de abril de 2021

CPI do Pandemônio e perdão a Lula miram Bolsonaro


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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O Presidente Jair Messias Bolsonaro pode ter cometido seu maior erro estratégico de comunicação ao declarar que aguarda uma sinalização do povo para tomar providências e que “fará o que o povo quiser”. Advertindo que “estamos na iminência de ter um problema sério no Brasil”, Bolsonaro foi direto: “O Brasil está no limite. O pessoal fala que eu devo tomar providências. Eu estou aguardando o povo dar uma sinalização. Porque a fome, a miséria e o desemprego estão aí. Não vê quem não quer”. 

Bolsonaro se referiu, claramente, ao aumento da pobreza e à quebra da normalidade econômica com a “pandemia”. Só que a leitura social, da mídia e dos inimigos, em relação à declaração, foi outra. Segundo essa “interpretação”, Bolsonaro teria dado uma demonstração de fraqueza populista, ao relacionar que tomaria decisões como governante em função da pressão e vontade popular (favorável a ele e seu governo). A narrativa contra Bolsonaro se acentuou e foi reforçada com outra declaração que ele fez, no mesmo contexto, direcionada a quem exerce a hegemonia no Brasil, em meio à guerra de todos contra todos os poderes: o Poder Supremo.

Bolsonaro advertiu, com ironia: “Amigos do Supremo Tribunal Federal, daqui a pouco vamos ter uma crise enorme aqui. Vi que um ministro despachou um processo pra me julgar por genocídio. Olha, quem fechou tudo e está com a política na mão não sou eu. Agora, não quero brigar com ninguém, mas estamos na iminência de ter um problema sério no Brasil”. Bolsonaro deu um recado direto aos membros do STF, avisando que “ainda há tempo de mudar”. O Presidente deu a receita dele: “É só parar. Usar menos a caneta, e mais o coração”.

Bolsonaro é um fenômeno. Mesmo sofrendo ataques sistemáticos da oposição (inimigos e mídia tradicional), Bolsonaro mantém a popularidade nos segmentos que cultivam a bronca contra o petismo, sobretudo da classe média para baixo. Acontece que pesquisas de opinião que são feitas apenas para consumo interno e como instrumento para decisões conjunturais de empresas e de partidos políticos - e não para serem divulgadas publicamente - sinalizam um desgaste crescente da imagem de Bolsonaro com os segmentos mais altos da classe média para cima. Muitos que votaram no Presidente em 2018 se tornaram críticos dele e do governo, e engrossam a narrativa dos inimigos de Bolsonaro. Os “rentistas” lideram esse movimento.

Só alguém burro ou cego não percebe que a criação da CPI do Pandemônio (ops, Pandemia) foi feita para elevar o desgaste de Bolsonaro e de seu governo ao limite máximo. A composição dos 11 membros da comissão no Senado é amplamente desfavorável ao titular do Palácio do Planalto. A CPI tem tudo para apurar pouco ou nada de concreto contra o governo. No entanto, a narrativa dos inimigos já está previamente roteirizada. Bolsonaro será considerado culpado por tudo que não deu certo na errática atuação de todos os governos na crise deflagrada a partir do vírus chinês. Só é relevante destacar que a CPI não será palco apenas para ataques a Bolsonaro. A prioridade teatral dos senadores será direcionar o tiroteio contra seus concorrentes políticos diretos nos Estados.

Detalhe fundamental a ser levado em conta. Aparentemente, o Estamento Burocrático não deseja uma saída imediata de Bolsonaro, via impeachment. O desejo dos estrategistas do Establishment é fazer Bolsonaro “sangrar” e se tornar um candidato inviável à reeleição. A base aliada inconfiável chamada “Centrão” vai sugar tudo que puder de vantagens do governo, e vai trair o Presidente na hora programada, bem próxima da eleição de outubro de 2022. 

Enquanto isso, o Poder Supremo, que exerce a soberania sobre os demais poderes, seguirá o roteiro de detonar as decisões e atitudes de Bolsonaro, sempre que acionado pelos políticos. Faz parte da mesma novela de pressão total sobre Bolsonaro a decisão absurda que reabilita os direitos políticos de Luiz Inácio Lula da Silva. O STF tende a desmoralizar o Judiciário, atropelando decisões soberanas e técnicas tomadas por três instâncias judiciais que julgaram e condenaram Lula por crimes ligados à corrupção.

Até que ponto Bolsonaro suportará a judicialização da politicagem e as pressões políticas contra ele, seus filhos e seu governo? Chamar o “povo para a rua” não resolve o problema do Presidente que precisa recuperar a soberania perdida para o Poder Supremo e ainda precisa manter a governabilidade no presidencialismo de coalizão com uma base infiel legislativa que parte para a colisão se não receber agrados do executivo.

Resumindo: Assistimos ao espetáculo dantesco dos extremismos. A esquerda só pensa na destruição. Funciona até bem como oposição, no discurso. Mas, na prática, não consegue oferecer solução aos problemas do sistema. A direita não se consolida, não define nem discurso nem estratégia comum de atuação. O Presidente atua como um lobo solitário que pensa sobreviver pela popularidade. Acontece que Poder não é questão de popularidade. Líder que se baseia nisso está fadado à própria ruína.

A insegurança jurídica, política, econômica e social são expressões visíveis da instabilidade institucional. A regra é clara: Quando não há Poder Moderador, prevalece o Poder Usurpador. Como bem dizem os sábios mateiros caipiras, “sem bedel, não há cipó seguro”.

Bolsonaro tem uma balinha de prata para aliviar sua situação. Não pode errar, tem acertar, na indicação do substituto de Marco Aurélio de Mello - que se aposenta dia 5 de julho do STF. Se falhar na escalação do ministro conservador, Bolsonaro estará perdido...

Apertem os cintos: A OAB sumiu?

A Comissão Especial criada pelo Conselho Federal da OAB para analisar e sugerir medidas de enfrentamento à pandemia chegou ao fim e entregou ontem ao Presidente Felipe Santa Cruz (que se articula para ser candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo PSDB) três proposições:

1 - Proposta de Impeachment de Bolsonaro;

2 - Proposta de Aditamento a Representação por crime comum do Presidente da República;

3 - Parecer sobre as Estruturas de Responsabilização Criminal do Presidente da República.

O material foi elaborado pela nata da esquerda advocatícia: Ayres Brito (ex-ministro do STF), Miguel Reali Júnior, Nabor Bulhões, Siqueira Castro, Geraldo Prado, Marta Saad, Alexandre Freire, Clea Carpi, José Carlos Porciúncula e Antônio Carlos Almeida Castro - o famoso KAKAY que promoveu, no fim de semana, uma live da qual participou “corajosamente” o supremo magistrado Alexandre de Moraes.

Fala sério...

No momento mais tenso da política brasileira,  com os atos jurídicos praticados por Tribunais gerando crises políticas sucessivas, a OAB simplesmente desapareceu. 

Nos idosos dos anos 80 e 90, a OAB era símbolo e refúgio seguro dos direitos de todos os cidadãos. 

Absolutamente presente em todos os embates civis pela Moral, Justiça e pelo Progresso da nossa sociedade, assistimos nos anos 2.000 em diante essa Luz ir se apagando aos poucos.

Desapareceram aquelas intervenções que faziam estremecer os corredores escuros e obscuros do Poder.

A defesa dos direitos do cidadão, em sua cidade ou Estado, era tratada por aquela OAB como símbolo de todo o abandono do Estado a todos os cidadãos. 

Atualmente os Juristas dignos desta reputação foram substituídos por advogados com acesso aos magníficos supremos.

A OAB reduto dos Bravos e Incansáveis Guerreiros da Justiça foi tomada pelos "Homens de Negócios"?

Advogados que atendem à Nata da Corrupção Sistêmica Brasileira desfilam pela mídia como os "Donos da OAB".

Mas é importante lembrar que a OAB vive do dinheiro obrigatório daqueles que atuam no Direito Brasileiro.

Coincidência não foi: quanto mais advogados se formavam ano após ano, a massa de arrecadação subia é enchia os cofres da entidade.

A OAB deixa de ser inspiração de Justiça para ser inspiração de Poder e Status. 

Arrecada hoje em todo o Brasil mais de R$ 1,3 Bilhão de reais todos os anos.

Praticamente uma grande empresa. Ou um grande negócio. 

Se a arrecadação fosse facultativa isso poderia mudar.

CPI sendo instalada, Lava Jato questionada, decisões monocráticas decepcionando um País inteiro… E nenhuma manifestação da OAB... 

Afinal, a OAB existe para quê?

Habeas Corpus, raridade do Noel Rosa 



Com José Fernando Seifarth (vocal), Bina Coquet (violão), Wagner Wagnão Silva (percussão) e Frank Edson  (tuba)!

Detalhe para Bolsonaro prestar atenção: Noel já falava do "Coração como juiz"...

"Habeas-Corpus"

"No tribunal da minha consciência

O teu crime não tem apelação

Debalde tu alegas inocência

Mas não terás minha absolvição

Os autos do processo da agonia

Que me causaste em troca ao bem que fiz

Correram lá naquela pretoria

Na qual o coração foi o juiz

Tu tens as agravantes da surpresa

(E) Também as da premeditação

Mas na minh'alma tu não ficas presa

Porque o teu caso é caso de expulsão

Tu vais ser deportada do meu peito

Porque teu crime encheu-me de pavor

Talvez o habeas-corpus da saudade

Consinta o teu regresso ao meu amor"

https://youtu.be/iGvD3nWe6Fw






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Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Flamenguista. Editor-chefe do Alerta Total. Comentarista Político da Rede Jovem Pan.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 15 de Abril de 2021.

3 comentários:

Vanderlei Lux disse...

Uma das coisas que eu mais fico perplexo com o brasileiro é a sua imensurável burrice.

Quer dizer então que "os caras" manobraram e revisaram todas as suas decisões judiciais só pra soltar e beneficiar Lula e o tornar elegível, para existir a já remota, porém concreta possibilidade dele perder a eleição pro Bolsonaro em 2022?

É ÓBVIO, mais claro que um céu de verão, cristalino como um copo de água mineral, que vão encontrar uma maneira de neutralizarem politicamente Bolsonaro antes de 2022.

Entretanto, o óbvio se tornou o ópio do povo brasileiro. O óbvio (assim como o ópio) traz a sensação de "alívio e bem-estar" ao povo, além de induzir as massas à um estado de calmaria onde realidade e sonho se misturam.

A realidade é que estamos sem presidente da república desde a segunda metade de 2019 e o sonho é que Bolsonaro vai, magicamente, esmagar a corrupção endêmica e restaurar essa mesma república. Lá, desse "sonho", Bolsonaro manda "sinais" ao povo. O "sinal" para este acordar e descobrir que tudo não passou de um sonho mesmo... e maneirar no ópio, ops... óbvio!

Anônimo disse...

O BOZOLIXO ESPERA O SINAL DO POVO... OU SEJA TODOS SAIREM PARA AS RUAS E MOSTRAREM O DEDO DO MEIO PARA ESSE JUMENTO DE CHIFRES...

ALMANAKUT BRASIL disse...

LOGO O CAPETA ABRAÇARÁ O BELZEBU DE NOVE DEDOS E LEVARÁ A SUA CORJA MALDITA PARA O INFERNO.

E SE ABRAÇASSE HOJE, O CONSÓRCIO DA CANALHA PRESS IRIA INCENTIVAR AS DEÚNCIAS DE AGLOMERAÇÃO, E O GOVERNADOR MANDARIA DESCER A BORRACHADA PARA DISPERSAR OS PEÇONHENTOS?