sexta-feira, 18 de junho de 2021

Adélio Bispo seria uma louca e mortal terceira via?


 

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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O precoce lançamento da campanha presidencial de 2022 sinaliza uma polarização entre o projeto de continuidade de Jair Bolsonaro e o plano de retorno ao poder de Luiz Inácio Lula da Silva. Enquetes de opinião tentam impor a versão de que existiria um “empate técnico” entre ambos, com ligeira vantagem para o Presidente no primeiro turno e reduzida vantagem para o ex-Presidente no confronto direto, no segundo turno. Na verdade, tais projeções prematuras parecem muito temerárias.

 

Alguns fatores relevantes precisam ser pesados, de imediato, na balança eleitoral. Bolsonaro, ainda não tem partido e pode nem contar com muitos recursos do fundo partidário, tem a poderosa caneta esferográfica que assina o que sai no Diário Oficial da União. Bolsonaro comanda a máquina federal, mesmo que ela ainda esteja aparelhada, em vários setores, pelos inimigos. Bolsonaro ainda não conta com um sistema de comunicação eficiente e enfrenta a persistente e sistemática oposição da mídia mainstream - que se vinga dele, naturalmente, porque perdeu verbas publicitárias oficiais polpudas e outras mamatas. Bolsonaro acha que pode repetir o esquema de 2018, com uma campanha austera, porém ofensiva nas redes sociais.

 

Já Lula tem um partido consolidado e, nos bastidores, acredita-se que tenha muito dinheiro oculto, de reserva, para investir em uma campanha milionária (ou bilionária). Lula conta com o apoio descarado e declarado dos tradicionais veículos de comunicação que beneficiou em seu governo. Lula também conta com uma militância sempre aguerrida que retomou uma eficiência de atuação na internet. O calcanhar de aquiles do petista é a imagem negativa consolidada de político intrinsecamente ligado à corrupção - ao contrário de seu oponente direto, contra o qual, até agora, não vingou qualquer tentativa de desgaste por ligação ou participação direta com “roubalheiras”. Lula já avisou que só confirmará sua candidatura se conseguir construir um leque de apoios desejável.

 

O tão esperado nome de “terceira via” ainda não surgiu, pode não surgir e, se aparecer, nem ter espaço para se consolidar. O eleitorado está claramente dividido e radicalizado nos extremos. Até agora, o nome do “meio” é uma ficção, uma ilusão política, uma tentativa desesperada de forçar a barra para um contraponto artificial a Bolsonaro e Lula. Vale recordar que, em 2018, foi Bolsonaro quem representou a “via alternativa”. Agora ele é situação, e acaba submetido, naturalmente, a todos os desgastes pelo exercício do poder. A politização e ideologização da pandemia, claramente, desgastaram o Presidente. Mas o aumento no ritmo da vacinação tende a minimizar o impacto do problema. Claro que a oposição tentará jogar na conta de Bolsonaro meio milhão de mortes atribuídas ao vírus que veio da China, mas que parece ser um monstro que fugiu do controle de uma indústria de pesquisa farmacêutica que produz o veneno e vende o remédio.

 

Bolsonaro é quase certo candidato à reeleição (desgraça criada pelo ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso). Lula ainda está avaliando a possibilidade concreta de concorrer em 2022. Em comum, com a polarização, Bolsonaro e Lula tentam passar a imagem de que não há espaço para outro nome na disputa, a não ser eles dois. A manutenção dessa lenda eleitoral interessa a ambos. O problema é que o Establishment - que não deseja nenhum dos dois - ainda não conseguiu inventar um nome viável para a disputa, sobretudo contra a pedra no sapato chamada Jair Bolsonaro.

 

No meio do caminho, até outubro, tem a polêmica sobre a aprovação (ou não) do voto impresso pela urna eletrônica, para uma bobagem chamada “auditoria do voto”. Isso é inútil. Vai apenas judicializar o processo, como, no fundo, desejam o Establishment e os defensores do atual trâmite sigiloso eleitoral (perdão pelo trocadilho infame com a sigla TSE - do Tribunal Superior Eleitoral. Na verdade, o Brasil precisa de transparência total eleitoral. Isso passa pela combinação entre o moderno e já consagrado voto eletrônico junto com a impressão do voto pela urna eletrônica em um receptáculo seguro, para que ocorra a recontagem de 100% dos votos. Será legal e legítimo o pleito se houver coincidência entre o BU (Boletim da Urna) e a contagem física, pública, filmada e fiscalizada dos votos impressos.

 

Por enquanto, só surgem factóides para a “terceira via” - como o apresentador de televisão José Luiz Datena, colocado em uma “Pesquisa” a pedido do PSL. Assim, só nos resta fazer uma proposição literalmente louca para acabar com Jair Bolsonaro. Já que devolveu Lula ao xadrez (eleitoral), com o golpe supremo que anulou as condenações por corrupção confirmadas por três instâncias do Judiciário, os manipuladores do Poder Supremo poderiam inventar um jeitinho de libertar Adélio Bispo de Oliveira. Loucura, Loucura, Loucura? O cabra declarou que tentou esfaquear Bolsonaro, em Juiz de Fora, em 6 de setembro de 2018, “cumprindo uma missão de Deus”. Providencialmente, Adélio Bispo foi providencialmente declarado inimputável pelo Judiciário por ser uma pessoa portadora de “transtorno mental delirante persistente”. Apesar da primeira “falha”, Adélio, senduvidamente, seria um “candidato mortal” contra Bolsonaro.

 

O “maluco” segue hospedado na Penitenciária Federal de Campo Grande, porque não existe vaga no Hospital Judiciário Jorge Vaz, em Minas Gerais. O prazo para uma nova avaliação médica de Adélio se encerra no dia 14 de junho de 2022. Dependendo do resultado da perícia psiquiátrica, Adélio Bispo pode até acabar “soltinho da silva”, bem no meio da campanha eleitoral do ano que vem. Por enquanto, Adélio segue “isento de pena”, por ser “maluco” (inimputável). Adélio continua sendo um dos maiores mistérios tupiniquins.

 

Nem idiota acredita que ele agiu sozinho. Quem mandou Adélio matar Bolsonaro? Eis a questão que tem tudo para não ser respondida, do mesmo jeitinho como, até hoje, não se consegue provar quem mandou matar os ex-prefeitos petistas Celso Daniel (Santo André) e Toninho (Campinas). Assim, por ironia, Adélio seria uma doida e mortal terceira via... Loucura, Loucura, Loucura… Já que Luciano Huck só é candidato a substituir o Faustão - que ontem confirmou a saída prematura da Globo. O “Perdidos na Noite” pode até retornar na Band… Enquanto o Brasil gente segue perdido na polarização Bolsonaro x Lula…

 

Pergunta fatal - Se o Bolsonaro pregar que é contra o suicídio, os esquerdopatas começam a ser matar?  

 


 

#3em1 Jorge Serrão comenta como a antecipação do debate sobre as eleições presidenciais de 2022 tira o foco da necessidade de se combater a pandemia e recuperar a economia. Anticorrupção também definira voto. https://youtu.be/GU1T1ydnWpY     

 








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Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Flamenguista. Editor-chefe do Alerta Total. Comentarista Político da Rede Jovem Pan.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 18 de Junho de 2021.

3 comentários:

Almanakut Notícias - São Paulo - Brasil disse...

A FILA PARA CARRASCOS VOLUNTÁRIOS DE PEÇONHENTOS VERMELHOS VAI DO OIAPOQUE AO CHUÍ, ESTÁ DE PRONTIDÃO PARA DESPACHAR PARA O INFERNO O QUE É DO INFERNO.

HÁ UMA FACADA PARA SER VINGADA, NÃO SERÁ COM FACA, NEM PELO BOLSONARO, MAS PELO BRASIL.

Anônimo disse...

"O problema é que o Establishment - que não deseja nenhum dos dois - ainda não conseguiu inventar um nome viável para a disputa, sobretudo contra a pedra no sapato chamada Jair Bolsonaro."

O "establishmnt" NEM-NEM é uma grande farsa. Só tem dois lados, o BOlsonaro e a quadrilha. A suposta terceira via seria só um teatrinho para dispersar os eleitores e o Bolsonaro não ganhar no primeiro turno. No segundo turno, todos eles estarão juntos com o LUla. Esse é o objetivo do "establishment". Como dizia um conhecido petralha: "tive que votar no Haddad por causa do Bolsonaro"

Anônimo disse...

Concordo com o Anônimo das 3:47 AM: o establishment Nem-Nem é uma grande farsa. No máximo, as pessoas não politizadas podem ser sinceras ao aderir a ela, porque instintivamente rejeitam quem cria uma situação beligerante na sociedade (medo de guerra civil?) e não entendem onde seu interesse está em risco. Elas já foram orientadas (Nota: porque o argumento é sempre o mesmo, até na sequência das frases) a não discutir com os apoiadores do presidente, sob o argumento de que prezam muito a pessoa e não querem perder a amizade, e impedem qualquer esclarecimento sobre as manobras narrativas do establishment comunoglobalista.
"um monstro que saiu do controle de uma indústria de pesquisa farmacêutica"? Pelo que li, parte do financiamento de pesquisas de Fauci veio dos militares norte-americano, sabendo-se que eles têm pesquisas secretas. Então, mesmo Obama suspendendo as pesquisas de "ganho de função" nos EUA, por considerá-las muito perigosas, Fauci pode ter tido apoio, além de financiamento, para continuar suas pesquisas nessa área em Wuhan. Os militares norte-americanos financiarem estudos para aumentar a letalidade de agentes patogênicos para se antecipar a um hipotético ataque biológico do inimigo soa como raciocínio "da terrinha", porque, em caso de acidente, é profecia auto-realizada contra seu próprio povo.