segunda-feira, 28 de junho de 2021

Vacinação e Mortes


Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net

Por Carlos Henrique Abrão

Existe uma estreita correlação entre o número de pessoas infectadas pelo vírus, aquelas vacinadas e outras que foram a óbito. Tentemos explicar e justificar de forma simples e bastante transparente para que a população não se perca no tecnicismo que alardeia o governo e empurra goela abaixo seu golpe de misericórdia.

Estamos próximos da casa de 520 mil mortos. O Estado de São Paulo lidera as estatísticas com mais de 115 mil. Mas o surgimento da vacina Coronavac se consagrou em solo bandeirante sem o necessário grau de pesquisa e de ordem científica.

É fato inconteste que referida vacina pode até apresentar grau de imunização até 50 por cento, porém a partir dos 70 anos a tendência é de queda gradual e para os nonagenários não chega a bater 30 por cento. Referidos dados não foram levados ao conhecimento da população e, mais grave, os atestados de óbito lançados por muitos hospitais constam covid19 mesmo fora do período de transmissibilidade.

Um absurdo que as autoridades sanitárias não fiscalizam e nem se preocupam. Caberia ao Ministério da Saúde obrigar que nos atestados contivesse a informação se a vítima tomou uma ou duas doses e de qual vacina. A partir desse subsídio e obedecida a faixa etária, teríamos conclusões e soluções realistas e à altura da população da terceira idade, conforme justifica o próprio Estatuto do idoso.

Ferrenha briga política sem qualquer racionalidade e lógica obrigou a ter início a vacinação no Estado de São Paulo dos mais idosos e somente a fórmula chinesa que tem muitas restrições no primeiro mundo, inclusive para efeito de permitir o passaporte sanitário. Dito isso a pergunta que se coloca frontalmente é a seguinte: todos os idosos que foram vacinados pela coronavac no estado de são paulo e vieram a óbito teriam contra o ente estatal uma ação individual ou coletiva para fins de ressarcimento dos respectivos familiares?

A resposta precisa incursionar por vários prismas de visão,o primeiro é a segurança da vacina para pessoas acima de 70 anos a segunda se ela tem cobertura para variantes e se não descortina efeito colaterall? Soubemos de dezena de casos de idosos que aparentemente bem de saúde e no recesso forçado do lar por causa da faixa etária que após a vacinação dupla da coronavac vieram a contrair a doença e tiveram resultado letal frente às complicações. O Estado não  fez um estudo calibrado e equilibrado dispensou de forma genérica a vacina para todos como se fosse possível um experimento conter idênticas reações em organismos distintos.

Bem examinada a questão a primeira providência seria colocar nos atestados as doses que a vítima tomou e de qual vacina. A segunda o tempo de intervalo entre a segunda dose e o provável início da contaminação por fim e não menos importante cada pessoa tem mais facilidade por uma determinada vacina, como ocorreu com a oxford vetada para gestantes e por desencadear problemas  graves de saúde podendo levar ao estado de óbito.

Pensamos assim que sem um controle maior e uma informação segura a vacinação como se fosse uma boiada, com o máximo respeito, não funciona e não produziu os almejados efeitos. O Governo Federal pode até ser responsabilizado pela demora excessiva para trazer vacinas do primeiro mundo, mas não de alertar sobre as consequências e os efeitos deletérios que podem ser experimentados em idosos fora do nível de testagem em laboratório.

Não existiu pesquisa ou grupo de pessoas de mais idade para que o placebo pudesse obter um dado de confiança e por tal caminho acreditamos que foi um erro palmar ministrar doses de vacina para pessoas cuja eficácia foi nenhuma e ainda pior de tudo contrariam não apenas a moléstia mas dela vieram a falecer com reinfeção e muitos casos de pneumonia contraída em sede de ambiente hospitalar.

Enfim mapeamos um conjunto de erros no combate à covid 19 em todos os níveis de governo, mas não podemos deixar de registrar nossa indignação de como se trata a população e se engana a sociedade, sem informar de modo transparente e bastante informativo a respeito da imunização para pessoas de faixa etária mais elevada.

Comprova que se tratou de grave circunstância a demonstrar que a vacinação deveria ter começado por pessoas entre 20 e 40 anos abrangendo pessoal de saúde, da educação e que lidam diariamente com o serviço público nas ruas e demais regiões do País.

A intenção não foi de provocar polêmica ou celeuma, mas de somente demonstrar que continuamos na contramão da história e a irresponsabilidade governamental alimenta o descrédito e total falta de liderança governamental com capacidade de dar solução e matar na raíz o problema epidêmico.

Carlos Henrique Abrão é Doutor em Direito Comercial pela USP com especialização em Paris, professor pesquisador convidado da Universidade de Heidelberg, autor de obras e artigos.

Um comentário:

aparecido disse...

É preciso a responsabilização dos chinos.. quantas variantes ainda eles tem no estoque ???? a cada tres meses sai uma nova variante no mundo.. ficaremos eternamente com restirçoes da mobilidade.????. é preciso responsabilizá-los imediatemente...o ocidente deu moleza aos chinos em 2020 e agora enfrenta a continuidade do ataque biológico...